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Arquivo da categoria ‘Combate a incêndios, tecnologia, prevenção de incêndios, ciência do fogo, documentos, apostilas.’

ORGANIZAÇÃO DE VIATURAS DE COMBATE A INCÊNDIO NO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL

In Combate a incêndios, tecnologia, prevenção de incêndios, ciência do fogo, documentos, apostilas., incêndio, material, viatura on 26/03/2011 at 21:01

Este trabalho monográfico, apresentado ao Centro de Estudos de Política, Estratégia e Doutrina do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal como requisito para conclusão do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais em Administração Corporativa, é uma pesquisa aplicada que analisa a organização de viaturas de combate a incêndio no CBMDF. Fundamenta-se em referencial teórico bibliográfico e documental e e em estudo de múltiplos casos representados pelas viaturas ativadas nos Grupamentos. Após identificarem-se critérios de organização de ambientes de trabalho comum e emergencial aplicáveis a viaturas de combate a incêndio, avaliaram-se, segundo esses critérios e por meio de observação direta, entrevistas, questionários e pesquisa documental, as viaturas de combate a incêndio ativadas em Grupamentos do CBMDF, até a saturação teórica; e finalmente investigou-se o contexto de doutrina e Comando que determina essa organização. Em seguida, foram apresentadas recomendações como proposta de ações a serem adotadas pelo CBMDF com o objetivo de aprimorar a organização das viaturas de combate a incêndio.

Palavras chave: Acondicionamento. Combate a incêndio. Compartimentação. Doutrina. Ferramentas. Incêndio. Materiais. Planejamento. Organização. Viaturas.

A INEFICIÊNCIA DO MODELO TRADICIONAL DE TREINAMENTO DE COMBATE A INCÊNDIO EM PÁTIO ABERTO EM CAPACITAR BOMBEIROS PARA ATUAREM EM TÁTICAS OFENSIVAS DE COMBATE A INCÊNDIOS ESTRUTURAIS

In calor, Combate a incêndios, tecnologia, prevenção de incêndios, ciência do fogo, documentos, apostilas., flashover, incêndio, simulado, temperatura on 26/03/2011 at 20:37

Por Júnior (Serra, Espírito Santo, Brazil)

Capitão do CBMES
Bombeiro Militar desde 1998.
Formado no CFO na ABM-DF com diploma de Engº Seg. Contra Inc. e Pânico.
Bacharel em Direito pela FDV e Pós-Graduado em Gestão Pública pela FAESA.

RESUMO

O presente artigo avalia, por meio de uma revisão bibliográfica, o modelo tradicional de treinamento em combate a incêndio que se desenrola em pátio aberto e como é inadequado para capacitar bombeiros para combaterem incêndios estruturais dentro das edificações sinistradas, destacando a importância do treinamento para eficiência e segurança do combate, as diferenças entre os incêndios estruturais e o que ocorre nos treinamentos em pátio aberto, o binômio segurança-realismo que envolve os treinamentos que buscam eficiência e a doutrina Compartment Fire Behavior Training (CFBT). Conclui-se que os treinamentos nos moldes da doutrina CFBT são seguros e eficientes para capacitarem os bombeiros para conhecer o comportamento do fogo em ambientes fechados, reconhecer os fenômenos que podem decorrer do comportamento extremo do fogo e aplicarem técnicas adequadas ao combate a incêndio de modo ofensivo.

PALAVRAS-CHAVE: COMBATE A INCÊNDIO. TÁTICAS OFENSIVAS. TREINAMENTO.

ABSTRACT

The present article, by means of a bibliographical revision, evaluates the traditional model of firefighting training that occurs in pen areas and how it is inadequate to train firefighters to fight structural fires in offensive tactics, emphasizing the importance of training to ensure efficiency and safety in fire control operations, the differences between structural fires and and what is found in plain area trainings, the safety-realism binomial that involves the firefight training methods that seeks efficiency and the doctrine of Compartment Fire Behavior Training (CFBT). The study realizes that the CFBT methods are safe and efficient to develop in the firefighters the skills to know the compartment fire behavior, to recognize the phenomena that may occur and to apply adequate techniques in offensive firefight operations.

KEYWORDS: FIREFIGHTING. OFENSIVE TACTICS. FIREFIGHT TRAINING.

1. INTRODUÇÃO

A fabricação de equipamentos de proteção individual, neles incluídos os de proteção respiratória, muito foi incrementada em termos tecnológicos nas últimas décadas. Com o equipamento atual o bombeiro é capaz de aproximar-se mais do fogo e do calor para combater incêndios de modo mais eficiente. Desta feita, o combate a incêndio moderno pode ser realizado a partir do interior das edificações. Com essa evolução, a doutrina de combate a incêndio passou a considerar para o combate a incêndios táticas de duas classes: defensiva e ofensiva (OLIVEIRA, 2005, p. 68 e GRIMWOOD, 2008). A primeira consiste no combate externo à edificação sinistrada e a segunda, nas operações de combate realizadas a partir do interior da edificação sinistrada.

Ocorre que o treinamento dos bombeiros não se desenvolveu no mesmo passo. Ainda hoje, no Brasil e até em países desenvolvidos como os Estados Unidos, bombeiros civis e militares são preparados com métodos de treinamentos que eram aplicados no início do século passado, quando o combate era feito exclusivamente de modo defensivo, distante do fogo e externamente à edificação sinistrada. Não se preparam os bombeiros hoje para o combate ofensivo, o que torna esse tipo de combate ineficiente e inseguro.

O presente artigo tem por escopo analisar: a importância dos treinamentos para a eficiência e segurança do combate a incêndio, sobretudo no interior de edificações; a ineficiência do modelo tradicional de treinamento em preparar bombeiros para o combate ofensivo; a necessidade de implementar realismo nos treinamentos e como isso afeta a segurança e, por fim, a doutrina de treinamento chamada de Compartment Fire Behavior Training como proposta eficiente e segura de capacitação de bombeiros para combate a incêndios estruturais de modo ofensivo.

2. A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO PARA EFICIÊNCIA DO COMBATE E PARA A SEGURANÇA DOS BOMBEIROS

Os corpos de bombeiros (CBs) foram criados originalmente para combaterem incêndios. Depois, com o desenvolvimento das sociedades e a conseqüente ampliação da natureza e fontes dos riscos e ambientes, os CBs foram assumindo a tarefa de atender aos mais variados tipos de sinistros.

Ao assumirem um espectro tão largo de atividades-fim, os CBs foram forçados a desenvolver especialidades em cada área de atividade. Nesse processo, os bombeiros militares alcançaram a expertise em várias áreas de atuação. Entretanto, no combate a incêndio, razão inicial da existência dos CBs, o desenvolvimento de doutrina e técnicas estagnou por um longo período.

Esse decaimento no nível técnico concernente ao combate a incêndio não é exclusividade do Brasil. Nos EUA, assim como no Brasil e nos demais países, a gama de atividades dos corpos de bombeiros expandiu-se e também afetou a evolução do combate a incêndio. Segundo o relatório técnico TR-100 da USFA (United States Fire Administration, 2003), “essa expansão das responsabilidades dos serviços de bombeiros significa que menos tempo e energia estão disponíveis para serem focados nas habilidades de combate a incêndio e nos cenários de incêndio”.

Os bombeiros de hoje, por treinarem uma gama muito grande de atividades, treinam menos combate a incêndio e, consequentemente, acumulam menos conhecimento prático acerca de incêndios. Juntamente com isso, a diminuição das ocorrências de incêndio significa aumento na segurança preventiva, mas tem se traduzido como fonte de insegurança nas operações de combate ofensivo, pois, geram menos oportunidades para os bombeiros acumularem experiência e isso tem sido causa de ferimentos e óbitos no combate.

Um estudo da NFPA sobre morte de bombeiros em incêndios estruturais de 2002 aponta que as três maiores causas de mortes de bombeiros em incêndios são perder-se na edificação, colapso da estrutura e progressão do fogo. O mesmo estudo aponta a falta de experiência em incêndios reais como uma potencial causa das mortes de bombeiros por ferimentos graves conseqüentes do colapso da estrutura ou da progressão rápida do fogo (FAHY, 2002). No mesmo sentido vê-se um relatório técnico especial, da USFA (2003), cujo texto relata que

De 1987-2001 houve uma diminuição de 31% na quantidade de incêndios estruturais nos Estados Unidos. Como resultado desse declínio nos incêndios, os bombeiros em geral possuem menos experiência prática em incêndios que seus predecessores possuíam uma geração atrás. Quando muitos dos mais experientes oficiais aposentam-se, eles são substituídos por jovens e comparativamente menos experientes em incêndios. Como a experiência dos bombeiros de hoje em dia em combater incêndios diminui, há uma grande preocupação nos serviços de bombeiros que a inabilidade para reconhecer flashover e colapso de estruturas – e reagir com rapidez suficiente para evitar ser pego por essas duas condições letais – continuará a ferimentos e baixas aos bombeiros.

(sem destaque no original)

O chefe de bombeiros Edward Hartin (2007a) observa que “a segurança dos bombeiros nas operações de combate a incêndio melhorou minimamente nos últimos 27 anos a despeito do significante avanço tecnológico dos equipamentos de proteção individual”. No Brasil, nem sequer se chegou a fazer estudo semelhante sobre a segurança no combate.

O relatório TR-100 da USFA (2003) que estuda fatalidades de bombeiros em ocorrências e treinamentos, apresenta o seguinte como conclusão:

Os serviços de bombeiros estão diante de um desafio. Melhoras nas medidas contra incêndio, na prevenção e nas técnicas de construção tem resultado em uma diminuição no número de incêndio e em uma redução nos danos por eles causados, tanto em termos de vidas quanto de dólares. Ao mesmo tempo, entretanto, isso tem reduzido as oportunidades para que os bombeiros tenham experiência prática. Treinamento permanece a chave no desenvolvimento de serviços de atendimento bem sucedidos e seguros.

(sem destaque no original)

Some-se a isso os dizeres de Edward Hartin (2007b):

Bombeiros aprendem seu trabalho por meio de um mix de aulas teóricas e treinamentos práticos. A maioria dos treinamentos é conduzido fora do contexto (por exemplo sem fumaça ou fogo) ou em uma simulação de ambiente de incêndio (usando fumaça atóxica, por exemplo). No entanto, isso isoladamente não prepara bombeiros para atuarem sob o calor e a fumaça que eles encontram em um incêndio real ou desenvolve habilidades cruciais na tomada de decisão. Desenvolver esse tipo de expertise requer treinamento sob condições reais de incêndio.

Vê-se assim o quão importante são os treinamentos para conferir eficiência ao combate e segurança aos bombeiros.

3. O DESCOMPASSO DOS TREINAMENTOS EM PÁTIO ABERTO COM INCÊNDIOS ESTRUTURAIS E O COMBATE OFENSIVO

Quase a totalidade dos treinamentos em combate a incêndio no Brasil baseia-se na prática de armação de linhas de mangueira e combate a focos em pátios abertos. Esse tipo de treinamento é eficaz para desenvolver as habilidades de manuseio de equipamentos hidráulicos armação de linhas e operação de esguichos. A questão é que essas habilidades não são as únicas existentes e necessárias para um eficiente combate a incêndio. Na verdade, nas fases do atendimento a ocorrências de incêndio, o combate começa efetivamente após a armação das linhas.

Esse tipo de treinamento exclusivamente em pátio aberto apresenta alguns problemas sérios. O primeiro deles é que o treinamento em pátio aberto não prepara para reconhecer e agir ante aos fenômenos do comportamento do fogo em ambientes fechados.

O comportamento do fogo é completamente diferente em um foco ao ar livre e um cômodo de uma edificação. Focos ao ar livre recebem constante oxigenação e elevam na atmosfera a coluna de ar e gases superaquecida. Quando o foco está dentro de um ambiente fechado, tudo muda. A fumaça começa a ocupar a parte superior do ambiente acumulando-se de cima para baixo e irradiando energia térmica. Essa energia liberada aquece o ambiente e o torna perigoso para os bombeiros. Com o tempo, o combustível do foco sofrendo pirólise decompõe-se mais rápido do que o foco é capaz de queimar. Os gases não queimados acumulam-se na fumaça tornando-a combustível. O foco pode queimar e reduzir a quantidade de oxigênio no ambiente caso o cômodo não seja ventilado (ventilation controlled fire) fazendo com que a queima fique mais incompleta e mais combustível se acumule na fumaça que, superaquecida, pode deflagrar-se violentamente ante à entrada de ar pela abertura de um acesso. Trata-se do backdraft (ou backdraught na grafia britânica). Ou ainda, caso o cômodo seja constantemente ventilado (acessos abertos), os vapores combustíveis liberados dos materiais no ambiente em conseqüência da energia irradiada pela fumaça e os combustíveis presentes na fumaça podem entrar em ignição repentina no que chamam de flashover. Além desses dois fenômenos, em um incêndio em compartimento, os bombeiros estão sujeitos a encarar mais de 10 outros fenômenos de ignição rápida dos gases (rapid gas ignition), tais como flash fire, smoke explosion, flame over, rollover, entre outros (GRIMWOOD; DESMET, 2003, p. 67). Nada disso ocorre nos treinamentos de acordo com os moldes tradicionais e nos incêndios ao ar livre.

Sobre os incêndios em compartimentos, Shan Raffel (1999a) explana o seguinte:

O ambiente em um incêndio estrutural típico pode mudar repentinamente de o que parece relativamente estável para um inferno com temperaturas acima de 1.000º C próximo ao teto e acima de 300º C ao nível do piso. Apesar de repentinas essas mudanças podem ser antecipadas se os indicadores forem reconhecidos. A menos que o bombeiro seja capaz de “ler” os sinais que o incêndio está enviando, ele pode tornar-se uma vítima ao invés de um socorrista. Desta feita é essencial que o bombeiro tenha um sólido entendimento dos fundamentos do comportamento do fogo. Isso só pode ser alcançado dando-se ao bombeiro a oportunidade de testemunhar o desenvolvimento do incêndio em um ambiente realista, seguro, controlado e previsível. O bombeiro pode, então, ver os resultados das diferentes técnicas de combate na dinâmica do ambiente. Isso leva à compreensão das implicações das ações não apenas no fogo, mas também em ocupantes presos, outros bombeiros e nos possíveis efeitos de expansão do fogo para as áreas vizinhas.

[...]

Para que os bombeiros possam atuar de modo completo e seguro nas situações e ambientes perigosos nos quais eles são comumente colocados, eles devem acostumar-se em treinamentos, em um ambiente seguro e menos estressante, às condições reais. Isso gera confiança e permite o reconhecimento das condições que podem ameaçar-lhes a vida.

Segundo o relatório Fire-Related Firefighter Injuries in 2004 (USFA, 2008, p. 6) os bombeiros estão sujeitos a um risco cerca 15 vezes maior de ferimentos em incêndios estruturais do que em outros tipos de incêndios como em veículos e ao ar livre.

Pode-se perceber que os incêndios estruturais são bem diferentes dos que ocorrem ao ar livre, entretanto, continuamos a basear nosso treinamento quase que exclusivamente em ambientes externos, sem reproduzir as condições ambientais e do comportamento do fogo em um incêndio em compartimento. Isso causa ineficiência e insegurança no combate.

Treinar bombeiros para combate a incêndio estrutural sem que eles encarem um incêndio em compartimento e vejam na prática o que se ensina na teoria acerca do comportamento e evolução do foco e da fumaça é equivalente a mandar soldados para o combate sem que tenham disparado um tiro. É como treinar mergulhadores sem que eles mergulhem.

Outro problema do treinamento exclusivamente em pátio aberto é que o ambiente físico de uma edificação é completamente diferente do encontrado no pátio. Quando bombeiros treinados exclusivamente em pátios abertos deparam-se com ocorrências eles sentem enorme dificuldade em se adaptar às condições reais, o que só é mitigado após anos de serviço muitos incêndios enfrentados. A armação de linhas no interior de uma edificação não é feita do mesmo jeito que se faz no pátio aberto, onde se pode montar as mangueiras em linha reta. Em muitos casos não há contato visual entre todos os integrantes da guarnição; o espaço para armação das mangueiras é reduzido pelas paredes, corredores, portas e mobília; o calor é maior e a visibilidade menor; etc. Isso gera ineficiência no combate e insegurança para o bombeiro.

O treinamento exclusivamente em pátio aberto não auxilia os bombeiros a encararem as situações reais de combate ofensivo pela simples razão de que o ambiente em pátio aberto e o fogo ao ar livre em nada se parecem com o que será encontrado em um incêndio estrutural. Treinar os bombeiros exclusivamente em pátios abertos, na verdade, os prejudica, pois os condiciona a atuar em situações muitíssimo diversas daquelas que encontra em um incêndio real, reduzindo ou anulando sua capacidade de atuar com eficiência por estarem condicionados a agir de um modo que não se adequa às características do que está enfrentando.

Não se está aqui desprezando o treinamento em pátio aberto, afinal as habilidades adquiridas nos treinamentos em pátio aberto são base para o desenvolvimento das habilidades necessárias para combate a incêndio estrutural e são plenamente aplicáveis nas táticas defensivas de combate. O que se quer dizer é que o treinamento deve ir além.

O realismo no treinamento no que tange às condições físicas das edificações e o comportamento do fogo são, portanto, fundamentais tanto para a melhora na eficiência das operações de combate desenvolvidas no interior de edificações quanto para evitar fatalidades com os bombeiros nesse tipo de sinistro que podem ocorrer pelo desconhecimento e ou despreparo para lidar com incêndios dessa natureza.

Grimwood e Desmet (2003, p. 45) afirmam que

Em países como a Suécia, Reino Unido e Austrália, programas de treinamento em comportamento do fogo em compartimentos tem reduzido efetivamente a perda de vidas e ferimentos sofridos pelos bombeiros por várias formas de progresso rápido do fogo e resultantes de colapso de estrutura. (original sem destaque)

Nesses países, como também na França, o treinamento com fogo real foi introduzido exatamente para contra-atacar as mortes e ferimentos graves de bombeiros relacionadas às várias formas de progressão rápida do fogo (GRIMWOOD; DESMET, 2003).

Para suprir a falta de experiência prática, é necessário investir em treinamento. O mesmo documento retro mencionado da USFA diz que o treinamento de bombeiros realista, seguro e efetivo é essencial para preparar os serviços de bombeiros para cumprirem suas missões de preservação da vida e da propriedade (USFA, 2003).

Na Suécia, após a morte de dois bombeiros em 1982 devido a uma explosão dos gases combustíveis presentes na fumaça, desenvolveram-se duas frentes de trabalho: pesquisa científica e acadêmica acerca do comportamento do fogo e desenvolvimento de um programa de treinamento para aumentar a segurança dos bombeiros no combate a incêndio incorporando realismo nos exercícios e demonstrações práticas do comportamento do fogo. Nascia o Compartment Fire Behavior Training – CFBT, explicado em detalhes adiante.

Nesse país, a teoria da combustibilidade da fumaça tem sido há muito entendida e os métodos de treinamento prático pelos quais os bombeiros são ensinados a reconhecer, antecipar e como lidar com fenômenos de ignição dos gases remontam meados dos anos 80. Isso reduziu o número de bombeiros mortos por causa de fenômenos de combustão da fumaça de uma média de 3 a cada dois anos para zero, desde a introdução de um programa de treinamento de comportamento do fogo imbuído de realismo (CEDERHOLM apud RAFFEL, 1999b).

Na Inglaterra, em 1997, 3 bombeiros foram mortos em incidentes relacionados à ignição rápida de gases da combustão. O serviço de bombeiros britânico respondeu a isso com a atualização dos treinamentos e a implantação de um programa de CFBT (GRIMWOOD; DESMET, 2003, p. 57).

Próximo de sua conclusão, o relatório da UFSA apresenta um tópico chamado “lições aprendidas” e o inicia dizendo que “o treinamento realista dos bombeiros é essencial para garantir operações seguras em emergências reais” (2003, p.17)

Assim, vê-se o quão necessário é aprimorar os treinamentos de combate a incêndio no Brasil, de modo a inserir o realismo necessário a garantir a segurança e eficiência nas operações de combate a incêndios estruturais e como este trabalho deve estar associado a pesquisas acerca do comportamento do fogo e das técnicas de combate.

4. REALISMO E SEGURANÇA NOS TREINAMENTOS

Uma das práticas modernas em se tratando de treinamento em combate a incêndio que incorpora realismo no treinamento é o Live Fire Training (treinamento com fogo real), ou seja, treinamentos nos quais há simulacros de incêndio com fogo.

A introdução do realismo nos treinamentos, entretanto, apresenta um paradoxo. O incremento dos treinamentos com realismo é necessário para garantir a segurança dos bombeiros nas operações reais. Nesse sentido, quanto mais próximos forem os treinamentos das situações reais, melhor será o treinamento, pois o bombeiro em um incêndio real estará mais alerta ao que pode acontecer, será capaz de ler melhor os sinais que o comportamento do incêndio fornece e poderá reagir com mais firmeza por já ter experimentado na prática as técnicas que precisam ser empregadas. Por outro lado, quanto mais próximo do real forem os treinamentos, mais presentes os riscos que tornam a operação real arriscada estarão nos treinamentos tornando-os menos seguros.

O relatório TR100 (USFA, 2003) aponta que de 1987 a 2001 o índice de ferimentos resultantes de treinamentos subiu 15% enquanto o número de bombeiros no mesmo período cresceu apenas 5%. O mesmo estudo observa que o treinamento com fogo real tem sido um dos tipos de treinamento que lideram as estatísticas em causa de fatalidades.

Tão necessário quanto implementar o realismo nos treinamentos de combate a incêndio a fim de aumentar a segurança nas operações, é necessário prover meios para que os treinamentos, apesar de imbuídos de realismo, sejam seguros, pois não faz sentido que sés treine com mais realismo para evitar mortes em operação e elas ocorram nos treinamentos. Grimwood (GRIMWOOD et al. 2005) observa que assim como as baixas de bombeiros durante o atendimento a emergências são inaceitáveis e mais inaceitáveis ainda são as mortes ocorridas em treinamentos.

Os treinamentos com fogo real ocorrem de algumas formas: 1) pela queima de edificações marcadas para demolição; 2) com simuladores a gás; 3) em edificações construídas para treinamento e 4) em simuladores de incêndio construídos a partir de contêineres metálicos.

O documento TR-100 (USFA, 2003) faz uma análise dos modelos mais implementados de treinamentos com fogo real e traça algumas observações acerca do realismo e da segurança. O relatório nem aborda os treinamentos em pátio aberto, pois, evidentemente, são muitíssimo seguros mas não tem o realismo necessário.

Quanto aos treinamentos em simuladores a gás, o TR-100 aponta que

Em muitos casos, treinamentos em simuladores a gás levou a comportamentos aprendidos que tem, na verdade, um impacto negativo na segurança em ocorrências e resultaram em acidentes. Uma crítica aos simuladores a gás é que eles falham em ensinar aos bombeiros como reagir às condições do fogo, não abordam a importância de avaliar o tipo e a construção da edificação sinistrada e eficientemente “ler” as condições da fumaça.

Acerca das pistas com gás, Grimwood e Desmet (2003, p. 48) afirmam que “o uso de sistemas abastecidos com GLP não servem adequadamente para ensinar o comportamento do fogo”. O mesmo raciocínio é válido para o GNV. Apesar do fogo ser real nesses simuladores, ele não se desenvolve, não se comporta e não reage às técnicas de combate como um fogo real em compartimento.

Em alguns corpos de bombeiros nos EUA e Inglaterra e outros países da Europa, usam-se edificações abandonadas ou prestes a serem demolidas para treinamento provocando nelas um incêndio. Essa situação é diametralmente oposta às pistas com focos sólidos ao ar livre. O realismo é total, mas o controle sobre o fogo é praticamente nenhum, o que reduz a segurança a níveis perigosos.

No parecer da USFA (2003, p.13),

O uso de uma estrutura adquirida geralmente oferece o cenário mais realista em que se pode treinar bombeiros em métodos e operações de combate ao fogo. O elemento simulação nesse tipo de treinamento é mínimo. Uma vez iniciado o fogo, ele mais razoavelmente se aproxima da “coisa real” comparado a um simulador a gás.

Além de ser um treinamento economicamente inviável (a destruição da estrutura pelo fogo não permite muitas execuções com segurança) não há “realismo”, já que realismo se refere ao que é próximo ao real. Nos incêndios provocados em edificações abandonadas, o fogo é efetivamente real. Isso não é de todo bom, pois não há controle sobre o desenvolvimento do fogo, o que prejudica a segurança.

Sobre esses treinamentos, Grimwood e Desmet (2003, p. 46) observam que

Experiências anteriores têm demonstrado que treinamentos com incêndios provocados para esse fim em edificações abandonadas ou desocupadas podem frequentemente romper a tênue linha entre realismo e segurança, mesmo onde padrões e diretrizes nacionais são fielmente seguidos. Esses incêndios para treinamento também provêem uma larga variedade de situações e condições que são normalmente imprevisíveis e que podem ser difíceis de serem repetidas ou controladas a bem da uniformidade no ensino dos princípios básicos.

Em contrapartida, quanto a estruturas específicas para treinamento, eles assinalam que

Na Europa, há muito se reconhece que estruturas especialmente projetadas com otimização da carga incêndio geometricamente posicionada em um compartimento provê o mais seguro ambiente em que se pode ensinar bombeiros como incêndios em compartimentos se desenvolvem bem como demonstrar técnicas de controle e extinção do fogo. Tais instalações também se apresentam como a opção mais viável economicamente para treinar bombeiros que permitem recriar com eficiência condições reais, mas seguras. (2003, p. 46)

A formatação inicial do CFBT, desenvolvida na Suécia nos anos 80 usa instalações construídas, mas a partir de contêineres navais metálicos. Com essa modelagem, eles foram (e são) capazes de demonstrar de modo eficiente a formação, acúmulo, transporte e ignição dos gases resultantes da pirólise dos combustíveis sólidos em um compartimento, bem como técnicas de combate.

Grimwood e Desmet (2003, p. 47) fazem a seguinte observação:

É essencial lembrar que essas estruturas modulares são apenas simulacros de condições mais realistas e o fogo no treinamento nunca poderá replicar o fogo real por questões de segurança. Não há muita carga incêndio durante os treinamentos e os eventos experimentados dentro dos simuladores, em geral, ocorrem mais rapidamente no ‘mundo real’ em um ambiente compartimentado que é genuinamente desconhecido para o bombeiro. Ainda assim, os simuladores modulares são tão realistas quanto se pode querer para o treinamento de bombeiros.

Vislumbra-se então a doutrina (denominada CFBT) de treinamento em comportamento do fogo em ambientes fechados e técnicas de combate ofensivo com uso de contêineres marítimos como opção que dosa de maneira adequada segurança e realismo no treinamento e prepara bombeiros para o que enfrentarão na prática.

5. CFBT – COMPARTMENT FIRE BEHAVIOR TRAINING: TREINAMENTO COM REALISMO E SEGURANÇA

O CFBT – Compartment Fire Behavior Training (treinamento em comportamento de incêndio em compartimento) nasceu, como visto anteriormente, na Suécia em resposta à necessidade de aprimorar o treinamento dos bombeiros para melhor prepará-los para os combates realizados no interior das edificações. O acidente com 2 bombeiro em 1982 que desencadeou a o surgimento do CFBT foi investigado (como ocorre normalmente na Suécia, Inglaterra, EUA e outros países) e chegou-se à conclusão que os bombeiros não conheciam adequadamente o comportamento do fogo no interior de uma edificação e não estavam preparados para reagir aos fenômenos que podem surgir.

Para um melhor conhecimento do comportamento do fogo, os suecos implementaram um programa de pesquisas científicas. Para capacitar os bombeiros a entenderem o comportamento do fogo em interiores, a reconhecer os sinais indicativos dos fenômenos que podem ocorrer e a reagir adequadamente ante a tais fenômenos, foi implementado um programa de treinamento em simuladores construídos a partir de contêineres metálicos, o CFBT. Finalmente, para a análise e desenvolvimento de técnicas de combate os bombeiros associaram-se com o meio acadêmico nos trabalhos científicos de pesquisa.

O CFBT é uma concepção de treinamento que visa, por meio de teoria e exercícios realistas, preparar bombeiros para as situações que encontrará em um combate a incêndio estrutural. O CFBT tem sido desenvolvido e aprimorado em outros países por estudiosos (bombeiros e acadêmicos) do assunto.

Segundo Grimwood e Desmet (2003, p. 51),

O modelo sueco original de treinamento envolveu o incremento da percepção da formação, transporte e ignição dos gases combustíveis. O objetivo era demonstrar claramente como os incêndios tendem a evoluir sob variados parâmetros de ventilação, ensinando os bombeiros como agir frente às várias formas de progresso rápido do fogo e mostrando a eles o efeito prático de suas ações e omissões em um incêndio em um compartimento.

Edward Hartin, um dos modeladores da concepção atual do CFBT explica da seguinte forma: O CFBT integra tópicos relativos a comportamento do fogo, ventilação e convecção do foco em um contexto de combate a incêndio estrutural.

Hartin (2007a) acrescenta que

Operações de combate a incêndio seguras e eficientes exigem: 1) sólida compreensão de como o fogo desenvolve-se dentro de um cômodo ou edificação; 2) habilidade para “ler” os indicadores do comportamento do fogo; 3) conhecimento de como operações táticas irão influenciar o desenvolvimento do fogo e o ambiente no interior da edificação; 4) elevado nível de destreza na aplicação desses conceitos.

Geralmente os tópicos de comportamento do fogo, ventilação, táticas de combate a incêndio estruturais e treinamento com fogo real são considerados tópicos relacionados,mas independentes nos treinamentos de bombeiros.

O CFBT provê uma grade integrada para o desenvolvimento do conhecimento e das habilidades do combate a incêndio estrutural. Enquanto os programas CFBT variam em duração e conteúdo específico, eles geralmente integram os seguintes tópicos e treinamentos: comportamento do fogo (básico), evolução de um foco em compartimento, comportamento extremo do fogo, indicadores de comportamento do fogo e táticas de ventilação e extinção do fogo.

Apesar de parecer tão elementar, o básico sobre comportamento do fogo é o ponto de partida para compreensão tanto do desenvolvimento do fogo [em compartimentos] como das operações de combate ao incêndio. Entretanto, a maior diferença entre simples definições de termos e conceitos em livros e o CFBT é a direta aplicação da teoria em situações práticas e reais.

Segundo Grimwood e Desmet (2003),

Uma análise das baixas de bombeiros em incêndios estruturais mostrou erros comuns que são geralmente resultado de inexperiência ou de uma abordagem reativa. Os princípios do CFBT devem ensinar os bombeiros a serem mais proativos e antecipar possíveis eventos antes de ocorrerem. Eles devem também tornar-se mais atentos no desenvolvimento de uma abordagem tática e seus efeitos caso não adotada. [...] Tomado como um dos meios de aumentar a segurança dos bombeiros, o CFBT até então provou-se o mais seguro e efetivo método de atingir essa meta.

O manual de tática de combate a incêndio do Centro Para Gerenciamento de Crises e Emergências (GRIMWOOD; DESMET, 2003, p. 46-47) traz o seguinte acerca da utilização de contêineres para CFBT:

Os contêineres navais metálicos oferecem versatilidade, adaptabilidade e uma abordagem modular pronta na construção barata, mas eficiente para construção de “burn buildings” ou simuladores flashover. O módulo composto de compartimento de observação, janela e compartimento de ataque construído a partir de contêiner tem sido usado na Europa por mais de 20 anos para demonstrar o crescimento do fogo e os fenômenos rollover, flashover e backdraft, por permitir aos bombeiros testemunhar a formação, movimentação e ignição dos gases em ambientes extremamente próximos com a segurança como primeira preocupação. Ë desses cômodos que os bombeiros são capazes de praticar e avaliar as várias opções de técnicas de controle e extinção do fogo, oferecendo a eles uma experiência inigualável e fornecendo um elemento de confiança em relação aos incêndios estruturais. Os simuladores são também usados para ensinar técnicas de abertura de portas enquanto reconhecem externamente uma gama de condições do fogo, incluindo os focos subventilados.

À medida em que o programa de treinamento desenvolveu-se, os procedimentos de segurança e o design dos simuladores para CFBT avançaram associados a muita pesquisa científica. A intenção foi produzir simuladores que fossem seguros, mas eficientes em reproduzir condições realistas. Com a geometria básica dos contêineres metálicos sendo ideal para criar exercícios de ignição da fumaça que possam ser repetidos, uma abordagem universal evoluiu no design e uso dessas instalações para ensinar vários aspectos do comportamento do fogo. Como exemplo, há módulos de observação para flashover [nos quais os instruendos ficam dentro do módulo observando o fenômeno], unidades com janelas para backdraft [para que a observação possa ser feita do exterior] e módulos de combate tático onde a abordagem da porta e o avanço da equipe são praticados. As especificações de design e métodos de uso variam nos muitos tipos e ainda podem oferecer adaptações locais, enquanto permanecem conforme o modelo sueco original.

Como se vê, há um largo espectro de estruturas que pode servir de base para treinamentos e pesquisa, contudo, os relatos apontam para a modelagem sueca de treinamento com uso de contêineres marítimos (CFBT) visando preparar os bombeiros no conhecimento do comportamento extremo do fogo em compartimento e no uso de técnicas de combate adequadas.

6. CONCLUSÃO

No presente estudo foi visto como os treinamentos são importantes para conferirem eficiência para o combate a incêndio e segurança para os bombeiros, contudo, também se discutiu como o modelo tradicional de treinamento em pátio aberto não prepara os bombeiros para as operações de combate a incêndio ofensivas, mais comuns nos dias atuais devido aos avanços nos EPIs, devido às diferenças entre o ambiente e o comportamento do fogo no treinamento e as condições do ambiente e do fogo nos incêndios estruturais reais. Viu-se que uma saída é o incremento dos treinamentos com realismo. No entanto, quanto mais os treinamentos parecem-se com incêndios reais, mais os riscos de incêndios estão presentes nos treinamentos. Foi abordado que muitas das práticas de treinamento com fogo real, ou não são realistas o suficiente ou não são seguras. O modelo sueco do treinamento a partir de contêineres metálicos tem se mostrado eficiente no treinamento, pela redução no número de mortes e acidentes nos países onde foi implementado e, ao mesmo tempo, seguro, pelo baixo índice de acidentes relatados ao longo de mais de 20 anos de aplicação.

Conclui-se que a modelagem do CFBT de treinar os bombeiros para analisar o comportamento do fogo em recintos fechados e em técnicas de combate é algo a ser buscado nos treinamentos de combate a incêndio para somar-se aos treinamentos em pátio aberto.

REFERÊNCIAS

- FAHY, Rita F. U.S. Fire service fatalities in structural fires, 1977-2000. Quincy, MA: National Fire Protection Association, 2002.

- GRIMWOOD, Paul; DESMET, Koen. Tactical Firefighting: a comprehensive guide to compartment firefighting and live fire training. Londres: CEMAC, jan, 2003.

- GRIMWOOD, Paul. et alii. 3D Firefighting: techniques, tips, and tactics. Stillwater, OK: Fire Protection Publications. 2005.

- GRIMWOOD, Paul. Euro Firefighter. Inglaterra: Jeremy Mills Publishing. 2008

- HARTIN, Edward. Why is Compartment Fire Behavior Training (CFBT) Important? Jun. 2007. Disponível em <> . Acesso em: 15 jul. 2009.

- ______. What is Compartment Fire Behavior Training? Jun. 2007. Disponível em . Acesso em: 17 jul. 2009.

- OLIVEIRA, Marcos de. Manual de estratégias, táticas e técnicas de combate a incêndio estrutural. Florianópolis: Editograf, 2005.

- RAFFEL, Shan. Compartment Fire Training in Australia. Austrália, 1999. Disponível em . Acesso em: 16 jul. 2009.

- ______. Realistic hot fire training to deal safely… Austrália: Fire Austrália Journal, 1999. disponível em <>. Acesso em: 15 jul. 2009.

- UNITED STATES FIRE ADMINISTRATION. Special Report: Trends and Hazards in Firefighter Training. Special Report Series, TR-100. Mai. 2003. Disponível em Acesso em: 16 jul. 2009.

- ______. Fire-Related firefighter injuries in 2004. Fev. 2008. Disponível em: Acesso em: 20 jul. 2009.

GUIA PRÁTICO PARA DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO DE CANALIZAÇÃOE REDE PREVENTIVA CONTRA INCÊNDIO:

In bombeiro, calor, chama, Combate a incêndios, tecnologia, prevenção de incêndios, ciência do fogo, documentos, apostilas. on 04/09/2009 at 19:02

Durante a elaboração do Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico para qualquer edificação ou estabelecimento, o projetista deve considerar uma série de fatores, dentre os quais podemos ressaltar: a área total construída da edificação (ATC); seu número de pavimentos; sua altura total; sua finalidade e/ou natureza ocupacional; o tipo, o volume e a forma de estocagem dos materiais nela existentes; além de quaisquer outros fatores de risco inerentes a edificação.

Toda essa análise tem a finalidade de definir os dispositivos preventivos fixos e móveis contra incêndio e pânico à serem exigidos para a edificação em referência, conforme prevê o COSCIP (Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico – Decreto nº 897/76) e sua Legislação complementar para o Estado do Rio de Janeiro. A partir disso, o projetista deve realizar um estudo prévio da arquitetura da edificação, com o intuito de definir a localização exata dos dispositivos, essencialmente, dos dispositivos preventivos fixos contra incêndio.

No caso específico da Canalização Preventiva e Rede Preventiva Contra Incêndio, o projetista deverá definir: o percurso da tubulação, os pontos de localização dos hidrantes (inclusive do hidrante de recalque), a locação da Casa de Máquinas de Incêndio (CMI) e, conseqüentemente, das bombas de incêndio. Finalmente, de posse de todos os dados supracitados e definido o esquema isométrico da tubulação de incêndio, o projetista deverá efetuar o dimensionamento hidráulico do sistema preventivo fixo, ordenadamente, na forma em que se segue:

A) DEFINIÇÃO DOS PARÂMETROS TÉCNICOS:

1- Dados preliminares: Risco da edificação – de acordo com a Resolução SEDEC nº 109/93 – (pequeno, médio canalização preventiva, médio rede preventiva e grande); material que compõe a tubulação (definição da constante de rugosidade “C”) e número de lances de mangueira por hidrante.

2- Resolução SEDEC nº 124/93 e Anexo II da Resolução SEDEC nº 109/93: Diâmetro mínimo da tubulação (63mm ou 75mm), diâmetro da sucção e do recalque, vazão do sistema (L/min, L/seg, M³/h), vazão no hidrante, pressão útil (mca), número de hidrantes (simples ou duplo), número e tipo de bombas de incêndio, tipo e diâmetro das mangueiras.

B) PERDAS NA SUCÇÃO – DEFINIR A ALTURA MANOMÉTRICA DE SUCÇÃO (Hms):

O conceito de sucção positiva/ negativa depende da diferença de cota entre o eixo da bomba de incêndio e o nível mínimo do reservatório, seja ele superior ou inferior, considerando a completa utilização da RTI (reserva técnica de incêndio).


1- Sucção Positiva: Hms = 0

Obs: Quando o ganho estático na sucção for relevante, como em instalações do tipo castelo d’água – vide Capítulo IX e Figuras 14 e 15 do Anexo ao COSCIP (Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico – Decreto nº 897/76), este valor deve ser considerado no dimensionamento hidráulico.

2- Sucção Negativa:

I) Definir a perda estática na sucção – Pes (mca)

II) Calcular o “J” para sucção – Js – (considerando o diâmetro definido para sucção)

  • · Pelo Ábaco correspondente (de acordo com o material que compõe a tubulação).
  • · Pela Fórmula (utilizaremos a Fórmula de Hazen-Williams, recomendada para tubulações com diâmetros superiores a 2” ou 50mm).

fig

Onde: J = Fator de perda de carga (mca/m)

Q = Vazão total do sistema (L/min)

C = Constante de rugosidade do material (adimensional)

D = Diâmetro do trecho considerado da tubulação (mm)

III) Definir o comprimento virtual da sucção – CVs, lembrando:

CVs (m) = comprimento total da tubulação até a entrada das bombas + somatório do comprimento equivalente das peças (curvas, válvulas, registros, etc).

IV) Definir a perda localizada na sucção – Pls (mca) = Js x Cvs

V) Definir Hms (mca) = Pes + Pls

C) PERDAS NO RECALQUE – DEFINIR A ALTURA MANOMÉTRICA DE RECALQUE (Hmr):

I) Definir o hidrante mais desfavorável hidraulicamente em relação a(s) bomba(s) de incêndio.

1º Critério: Maior perda estática ou menor ganho estático.

2º Critério: Para hidrantes nivelados ou com pequeno desnível, verificar qual deles apresenta maior perda localizada no recalque.

Obs: Quando houver dúvida, verificar qual deles apresenta maior valor para Hmr.

II) Definir a perda estática no recalque – Per (mca)

III) Calcular o “J” para o recalque – Jr (mca/m) – (considerando o diâmetro do recalque)

  • · Pelo Ábaco correspondente (de acordo com o material que compõe a tubulação).
  • · Pela Fórmula (utilizaremos a Fórmula de Hazen-Williams, recomendada para tubulações com diâmetros superiores a 2” ou 50mm).

IV) Definir o comprimento virtual do recalque – CVr, lembrando:

CVr (m) = comprimento total da tubulação da saída das bombas ao hidrante mais desfavorável + somatório do comprimento equivalente das peças (curvas, válvulas, registros, etc.).

V) Definir a perda localizada no recalque – Plr (mca) = Jr x Cvr

VI) Definir Hmr (mca) = Per + Plr

D) CÁLCULO DA ALTURA MANOMÉTRICA TOTAL (Hmt):

I) Definir a perda localizada nas mangueiras – Pmang. (mca) – de acordo com: fabricante*, tipo de mangueira exigido, diâmetro, vazão no hidrante e o número de mangueiras.

* O CBMERJ exige a instalação de mangueiras que possuam a marca de conformidade da ABNT.

Hmt (mca) = Hms + Hmr + Pmang. + Pútil.

E) CÁLCULO DA POTÊNCIA DA BOMBA INCÊNDIO:

P = 1000 x Hmt x Q

75 x h x 3600.

Onde: P = Potência da bomba (CV)

Hmt = Altura manométrica total (mca)

h = Rendimento da bomba (%) – valor definido pelo fabricante.

F) DEFINIÇÃO DA BOMBA:

A bomba adotada deverá, necessariamente, atender a vazão do sistema e a altura manométrica total calculada.

Observação: No intuito de simplificar os cálculos, o presente guia desconsidera o valor da Altura Manométrica Piezométrica. Caso o projetista perceba que o valor da referida grandeza é relevante, deverá fazê-lo constar do memorial de dimensionamento hidráulico do sistema preventivo fixo contra incêndio adotado.

Os riscos para quem não usa EPI

In bombeiro, Combate a incêndios, tecnologia, prevenção de incêndios, ciência do fogo, documentos, apostilas. on 04/09/2009 at 18:46

28/08/2006

Texto: Cesvi Brasil

Foto: Alexandre Martins Xavier

Fonte: Oficina Brasil

Os riscos para quem não usa EPI

Cegueira, queimaduras, problemas respiratórios… Estes são alguns dos sérios danos a que funileiros e pintores estão expostos quando não usam equipamentos de proteção individual

Os acidentes na oficina devem ser prevenidos com a aplicação de medidas específicas de segurança. A primeira opção é uma análise da viabilidade técnica de se eliminar determinados riscos de forma definitiva. Quando isto não é possível, seja por motivo técnico ou econômico, vamos para a segunda opção, que é a tentativa de neutralizar o maior número de riscos com a implantação de EPC (equipamentos de proteção coletiva). Para os riscos que não são cobertos pelos EPC, resta a terceira opção, que é a do uso de EPI (equipamentos de proteção individual).
O uso de EPI isola determinados riscos, diferentemente do uso de EPC, que os neutraliza. São considerados EPI os dispositivos de uso individual destinados a proteger a integridade física e a saúde do trabalhador.

Riscos existentes
A avaliação do risco e a indicação do EPI mais adequado é um trabalho que exige conhecimento legal e técnico para a análise dos principais riscos, que podem ser observados a seguir:

Riscos físicos
Mecânicos (quedas, choques, golpes, compressões, perfurações, cortes, vibrações e escorregadelas) / térmicos (alor, chamas e frio) / elétricos (choques) / radiações (não-ionizantes e ionizantes) / ruídos (barulho acima do suportável) / aerosóis (poeira, fumo e névoa).

Riscos químicos
Líquidos (salpicos, projeções e imersões) / gases e vapores (problemas respiratórios).

Riscos biológicos
Bactérias, vírus, fungos e antigênicos (problemas de pele e respiratórios).

Riscos de quem não usa
Para cada atividade na oficina, há um EPI apropriado. Desta mesma forma, toda vez em que o equipamento de segurança não for usado, prevalece um risco sério. Acompanhe na tabela.

EPI para funilaria
Os EPI para as atividades da funilaria são os seguintes: máscara de solda com escurecimento automático / máscara para gases tóxicos / luvas de couro / óculos de proteção / avental e couro / protetor auricular / protetor facial / uniforme / calçados de segurança.

Para a pintura
Os EPI são os seguintes: máscara para vapores tóxicos com refil de filtro em carvão ativado / máscara para vapores tóxicos com carvão ativado / luva impermeável / óculos de proteção / protetor auricular / macacão Tyvek / uniforme / calçados de segurança.

Obrigações da empresa
A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamentos de proteção individual adequados aos riscos envolvidos nas atividades, e em perfeito estado de conservação e funcionamento. Os responsáveis pela empresa, ou os chefes de oficina, devem estar preparados para emitir instruções e fiscalizar o uso correto dos EPI de acordo com as instruções dadas pelo engenheiro ou técnico de segurança contratado pela empresa para a prestação deste serviço.

Proteção para

Tipos de EPIs

Quando usar

Riscos não utilização

Cabeça e olhos

Máscara de solda

Em trabalhos de soldagem

Cegueira parcial/total e impacto de partículas

Mãos

Luva de couro e impermeáveis

Para trabalhar com material cortante, áspero, pesado, quente e químico

Queimadura, corte, raspões e problemas com a pele

Pés

Calçado de proteção

Para trabalhar em todos os processos de funilaria e pintura

Queimadura, batidas, cortes e escoriações

Olhos

Óculos de proteção

Em trabalhos nos quais há fagulhas, impactos, de estilhaço, manuseio de produtos químicos

Cegueira parcial ou total

Tronco

Avental de couro

Em trabalhos de soldagem

Queimaduras

Respiração

Máscara para fumos de solda e vapores tóxicos

Em lugares com gases e vapores nocivos

Problemas respiratórios

Ouvidos

Protetor auricular

Em trabalhos em que o barulho é intenso

Surdez parcial ou total

Face

Protetor facial

Em trabalhos nos quais há fagulhas e impacto de estilhaços

Cegueira parcial/total e impacto de partículas

Tronco e pernas

Macacão Tyvek

Contaminação dos vapores tóxicos

Problemas com a pele

Informações Técnicas : : Tática de combate a incêndio em edifícios elevados

In bombeiro, calor, Combate a incêndios, tecnologia, prevenção de incêndios, ciência do fogo, documentos, apostilas., Desastres, incêndio on 04/09/2009 at 18:13

Data de Publicação: 26/02/2004

Ao longo de 25 anos como oficial do Corpo de Bombeiro, tive a oportunidade de participar dos mais significativos incêndios elevados na Cidade do Rio de Janeiro, sendo estes, entre outros, os incêndios do Edifício Vale do Rio Doce (1981) e do Edifício Andorinhas (1985).O comando de operações de combate a incêndios em edifício elevados sempre exerceu sobre mim um interesse especial, em virtude das questões de ordem tática associadas a esses tipos de incêndios, os quais envolveram uma certa complexidade e riscos inerentes, e que devem ser perfeitamente gerenciados pelo comandante do socorro.

Este artigo, de caráter introdutório ao assunto, foi escrito não só baseado nas experiências profissionais, mas também na literatura existente sobre o assunto, em especial as Normas de Procedimento Operacionais dos Bombeiros de Nova Iorque (New York Fire Dep. Standard Operations Procedures – NYFD –SOP’s), procurando chamar a atenção para as ações fundamentais por parte das organizações de bombeiros envolvidas neste tipo de operações, com o objetivo de torná-las mais eficientes, práticas e de menos risco.

INTRODUÇÃO

Os incêndios em edifícios constituem uma indubitável realidade da vida moderna nos grandes centros urbanos em todo mundo.

Ainda que a prevenção de incêndio tenha evoluído consideravelmente nos últimos anos, em termos de detecção automática, sistema de extinção fixa ou automática, sistema de proteção passiva, de tiragem de fumaça, de notificação, orientação e escape, os procedimentos de utilização destes recursos deve ser otimizada por meio de ações coordenadas, as quais evitarão riscos para equipe de bombeiros e para o publico envolvido bem como possibilitarão uma ação mais rápida com o menor número de perdas.

Nas linhas seguintes serão apresentados alguns aspectos táticos fundamentais, como proposições a serem implementadas pelos comandos de socorros de bombeiros quando do atendimento a incêndios em edifícios elevados.

CASUÍSTICA DOS INCÊNDIOS

Geralmente os incêndios em edifícios elevados têm como causa principal a eletricidade (60%), que se manifesta desde a sobrecarga em fiação, a equipamentos elétricos deixados ligados, os quais vêm superaquecer-se. Deve-se considerar como causa também relevante as ações humanas, como, por exemplo, restos de cigarro jogados em lixeiras (15%).

Em geral, a maior parte dos incêndios em edifícios ocorre geralmente à noite, a partir das 19h, conforme dados da National Fire Protection Association (NFPA).

COMPORTAMENTO DE PESSOAS

As pessoas, ao receberem a comunicação de um incêndio, quer seja diretamente, por telefone ou pelos sistemas de notificação e alerta, tendem a agir de várias formas.

A primeira reação é a de incredibilidade do fato, como um processo-resposta de negação. Entretanto, cerca de 15,9 %, segundo estudos desenvolvidos por J. L.Bryan (Referência citada no Livro Fundamentos da Segurança Contra Incêndios em Edifícios, pag 248, de autoria do Prof. Antonio Leça Coelho, LNEC, Lisboa, 2002) não deixam o edifício, sendo a razão mais freqüente a de combater o incêndio. A partir do primeiro momento em que por meio de um processo de determinação direta, por meio de uma equipe previamente constituída e treinada para situação de emergência – em geral brigada de incêndio – ou ação decisória espontânea, as pessoas começam a se encaminhar para as escadas, não se estabelecendo de imediato (ao contrário do que se pensa) qualquer tipo de pânico na maior parte das situações, enquanto elas não se verem retiradas ou surpreendidas pela fumaça ou pelo calor ou se sentirem desorientadas ou limitadas quanto à saída.

RECEPÇÃO DO AVISO

Durante a recepção do aviso na sala de comunicação no Corpo de Bombeiros, já se pode ter uma idéia das dimensões do evento. Vários telefonemas sucessivos com prefixo diferente, e em curto espaço de tempo, indicam a evolução de um incêndio para uma situação perigosa, e nessa situação o responsável pela saída das viaturas (o comunicante) pode de imediato despachar o socorro sem grandes confirmações. Simultaneamente, deve solicitar o apoio de outro colega de serviço para os pedidos de socorro complementares em outro ramal de telefonia, enquanto se mantém em contato permanente com um dos solicitantes que esteja observando o incêndio, a fim de colher as informações relativas ao desenvolvimento do sinistro, repassando-as via rádio para as viaturas de socorro, mantendo constantemente atualizado o comandante do socorro quanto ao andamento da situação. Ao mesmo tempo ele deve solicitar apoio policial para a liberação das vias de acesso nas proximidades do local até a chegada do socorro.

O DESLOCAMENTO

O tempo-resposta ideal para a chegada em um incêndio em edifício elevado é da ordem de 12 a 22 minutos no máximo (tempo computado entre a recepção do aviso, deslocamento, estabelecimento do socorro e ataque), quando a temperatura do ambiente atinge cerca de 1095ºC, havendo o risco de inflamação generalizada (flashover).

A CHEGADA AO LOCAL

Ao chegar no local as viaturas devem ser posicionadas a uma distância mínima da metade da altura do edifício na direção do vento.

Tal procedimento visa a proteger as viaturas e os bombeiros de quedas de vidros, material em combustão, e até mesmo pessoas que vêem nas viaturas de bombeiros a esperança derradeira para o seu salvamento – a exemplo do ocorrido no incêndio do Edifício Joelma em 1974 quando dezenas de pessoas se jogaram sobre as viaturas do Corpo de Bombeiros.

A ABORDAGEM AO EDIFÍCIO

A abordagem ao edifício deverá ser feita de tal forma que os bombeiros sejam divididos em grupos no local de chegada do socorro portando os seguintes materiais:

· Roupa de Proteção Completa (RPC)

· Equipamento de Proteção Respiratória (EPR)

· Mangueiras de 1 ½”

· Lanternas

· Rádios Portáteis

· Ferramentas de Entradas Forçadas (FEF)

Em geral o bombeiro deverá estar carregando entre 25 e 40 quilos de equipamentos adicionais, o que exigirá considerável condicionamento aeróbico para ganhar os andares mais elevados do edifício.

A entrada pelo acesso principal do edifício deverá ser em fila única e de forma acelerada, para evitar que os bombeiros se tornem alvo dos objetos em queda, referidos anteriormente.

ESTABELECIMENTO DE POSTO DE COMANDO (P.C.)

O primeiro posto de comando (PC) devera ser estabelecido no salão térreo (lobby) do edifício, e deverá contar com a presença do administrador munido de diversas plantas dos pavimentos e dos sistemas.

Um segundo PC deverá ser estabelecido dois andares abaixo do incêndio e terá a designação de Posto de Comando Avançado (PCAv).

ESTABELECIMANTO DOS SISTEMAS DE COMUNICAÇÕES

Deverão ser estabelecidos dois canais de comunicação básicos:

· o de Comando, que interliga os chefes do socorro específico (Comandante Geral de Operações, Combate a Incêndios, Busca e Salvamento e Manobra D’água) e,

· o Tático, que interliga os diversos bombeiros envolvidos nas diversas operações, e entre eles seus chefes imediatos (Combate a Incêndio, Busca e Salvamento e Manobras d’água).

Entre o P.C estabelecido no salão térreo (looby) do edifício e a viatura de comando de socorro, deverá ser estabelecido um link de comunicação, se valendo do próprio motorista de tal viatura (o qual sob hipótese nenhuma deverá se afastar da viatura, sem a devida substituição) e entre este último e a unidade de origem.

A CHEGADA AOS ANDARES ENVOLVIDOS

A chegada aos andares sinistrados envolvem certos detalhes de relativa complexidade, conforme veremos a seguir:

· Durante a subida pelas escadas, não raro, com largura máxima de 1,20m, o bombeiro carregado com cerca de 40kg de equipamento terá uma largura de uma ordem de 0,90m, que poderá causar uma obstrução ao escape,com a retenção do fluxo, ficando ele impossibilitado de subir, devido a restrição de seu deslocamento ocasionado pelas pessoas que descem pelas escadas. Por essa razão recomenda-se que sempre o fluxo dos ocupantes durante o escape seja do lado interno da escada, ou seja, à esquerda de quem sobe, pois com tais rotas definidas evita-se inclusive acidentes decorrentes da abertura súbita das portas corta-fogo, que podem ocasionar alguns acidentes e causar retenção aos escape. Tal disposição facilita inclusive o acesso rápido por parte dos bombeiros aos andares envolvidos, tornado a operação assim mais fácil, uma vez que eles se mantêm do lado da aberturas das portas.

· O próprio peso carregado pelos bombeiros, o eventual despreparo físico e a própria característica da Roupa de Proteção Completa (RPC), que dificulta a sudorese, restringem a chegada dos bombeiros aos andares superiores, no tempo requerido e nas condições de estabilidade física e emocional para o combate ao incêndio. Por exemplo, imagine o bombeiro subir 25 andares totalmente equipado.

Para garantir maior segurança dos bombeiros, os mesmos deverão estar equipados com os Equipamentos de Proteção Respiratória (EPR), para quaisquer eventualidades, como, por exemplo, a presença de gás tóxico como o gás cianídrico (HCN), decorrentes da queima de plásticos e espumas, presente em estofamento e em alguns revestimento, que pode levar à morte uma guarnição inteira desprotegida em apenas 10 minutos.

BUSCA DE PESSOAS

A busca de pessoas deve envolver um critério lógico e sequencial, no sentido horário, em que a dupla de bombeiros deverá estar devidamente equipada, e com a corda-guia mantida retesada e controlada por um bombeiro responsável pela equipe de busca.

É importante lembrar-se do que as pessoas às vezes poderão ter seu estado psicológico de medo agravado, procurando esconder-se dentro de armários, embaixo de camas (especialmente em hotéis apartamentos e hospitais) e ainda em banheiros e sacadas, pois as pessoas podem ir para lá esperar por socorro. Estes locais devem ser objeto das primeiras ações de busca.

Um cuidado especial durante as buscas e o combate ao incêndio é a ocorrências de explosões súbitas (backdrafts). Para evitar serem surpreendidos, os bombeiros devem tomar especial atenção na abertura das portas, devendo sempre se manter por trás delas, como forma de proteção. Quando da entrada nesses compartimento de risco, jatos d’água neblinado devem ser aplicados sob a forma de borrifadas para o teto visando a eliminar o risco de ocorrências de uma inflamação generalizada (flashover).

Nos locais em que já foram realizadas buscas, para evitar outras complementares, as portas devem ser mantidas com um X (riscado com giz ou caneta do tipo pincel atômico) e encostadas, porem não trancadas, e se possível com o trinco travado para evitar seu retrancamento.

RETIRADA DE PESSOAS

A imagem de um bombeiro carregando uma vítima desacordada em seus braços é sempre muito bem vista, principalmente quando se trata de uma criança no colo (ou, em algum caso, uma bela mulher desacordada). Entretanto em termos práticos, podemos nos deparar com uma situação do tipo de se ter uma vítima com cerca de 130kg. Como retirá-la, se o bombeiro já se encontra totalmente carregado de equipamento.

Uma das soluções mais práticas é a de obter um lençol ou uma cortina e colocar sob a vítima desacordada. Com esse material improvisado, arrasta-se a vítimas, parando de 30 em 30 segundos para administrar ar respirável em seu EPR, utilizando, se houver, o dispositivo do tipo manifold, que permite o suporte a esta vítima caso esteja intoxicada pela fumaça, independente do bombeiro ter de tirar a sua máscara.

O ATAQUE AO INCÊNDIO

O ataque ao incêndio deve contemplar ao máximo o uso de linhas de mangueiras de uma polegada e meia com EVR acoplado. Além de servir para diminuir consideravelmente a temperatura do ambiente, serve para afastar a fumaça e os gases tóxicos, bem como diminuir a possibilidade de choque elétrico acidental.

No local de incêndio deve ser posicionada uma Linha de Ataque (LA), e seu desenvolvimento deve evitar torcimentos, passagens por debaixo de portas e quinas vivas fatos estes que devem ser observados durante a amarração.

Um aspecto que deve ser levado em conta também é o desligamento da energia elétrica, que só deve ser feito setorialmente ou seja no local do incêndio e nos espaços adjacentes, de modo que evite o obscurecimento total do ambiente circunstância que pode dificultar a execução das operações. Duas linhas de proteção (LP) adicionadas devem estar posicionadas embaixo e acima do incêndio com a finalidade de evitar a propagação do incêndio para andares adjacentes, quer seja por condução, convecção ou sobrepressão (ao contrário do que se pensa, um incêndio também pode se propagar por andares abaixo, não só devido á queda de materiais em combustão, mas também em função de diferenças de gradiente de pressão).

Durante o ataque, os bombeiros deverão se manter na posição de proteção, agachados, para evitar os efeitos da caloria, má visibilidade e impacto decorrentes de uma explosão súbita.

Alguns pontos devem ser freqüentemente inspecionados, sem aparente visibilidade de fogo para se ter uma idéia real das condições de propagação do incêndio (com o devido cuidado para evitar queimaduras e intoxicação). São eles:

· Dutos de telefonia, eletricidade e ar condicionado

· Entreforros e entrepisos

· Vazios entre paredes

· Poços dos elevadores

Um fato que merece consideração especial no final deste artigo é relacionada a ventilação no incêndio. A ventilação serve para tornar a atmosfera mais respirável.bem como para reduzir a caloria interna e os riscos,entre algumas finalidades quanto aspecto técnico.

Nos prédios mais modernos dos países mais frios, em especial nos Estados Unidos da América, pode-se contar com o uso do HVAC(Heat Ventilation Air Condition Sytem – Sistema de Aquecimento, Ventilação e Ar-Condicionado), cujo mecanismo de reversão pode ser acionado. Ao invés da insuflação, pode retirar a fumaça e a caloria do ambiente interno, jogando-os para fora do edifício, sendo um precioso elemento de apoio tático.

Entretanto na maioria das vezes os bombeiros deverão utilizar a abertura das janelas, em sentido oposto ao do edifício, para realizar a ventilação forçada; outra opção é procurar atingir o topo do edifício e fazer lá a devida abertura (ventilação de topo) ou utilizar o jato d’água na forma de neblina de meio velocidade para fora do local esfumaçado, fazendo o afastamento da fumaça baseado no principio de Venturi.

CONCLUSÃO

É importante colocar em prática os fundamentos apresentados e consolidar a sua validação. Isto só poderá ser conseguido por intermédio de treinamento e simulados, os quais, sem sombra de dúvida são os mais preciosos para garantia da eficácia dos serviços de bombeiro durante uma situação real de incêndio em edifícios elevados.

Procura-seo autor desse artigo.

SEGURANÇA das estruturas metálicas EM SITUAÇÃO DE INCÊNDIO

In bombeiro, calor, Combate a incêndios, tecnologia, prevenção de incêndios, ciência do fogo, documentos, apostilas., Desastres, incêndio, temperatura on 04/09/2009 at 18:05

Artigo elaborado pelo Eng. Paulo Andrade

A evolução histórica no Brasil e a situação atual

Pode-se afirmar, que no Brasil, a preocupação com a análise estrutural de edifícios em situação de incêndio, é bastante recente.

Apenas em 1980 foi publicada a primeira norma brasileira – a NBR 5267, “Exigências particulares das obras de concreto armado, em relação à resistência ao fogo”, que fixava as condições exigidas das obras de concreto armado e protendido com relação à resistência ao fogo. Essa norma por sua vez se relacionava com as normas:

  NBR 7197 (NB 116) – que fixava condições gerais exigidas do projeto de estruturas de concreto protendido

  NBR 6118 – que fixava condições de projeto, execução e controle

  NBR 5628 – que definia os métodos de ensaios em componentes estruturais

Tal norma no entanto, nunca foi utilizada em sua plenitude, sendo negligenciada pelos calculistas e executores das obras de concreto.

No campo das estruturas metálicas, por nunca ter sido levantado o problema, a situação era simplesmente ignorada pela grande maioria.

O uso das estruturas metálicas no Brasil era praticamente insignificante, pois apenas a partir de 1945 com o advento da 1ª usina siderúrgica (Companhia Siderúrgica Nacional em Volta Redonda) passamos a contar com a matéria prima necessária, mesmo assim, apenas na área dos edifícios industriais, para os quais jamais pensou-se em proteção contra incêndio.

Com exceção de alguns edifícios de andares múltiplos construídos entre 1954 e 1964, todos eles pela Companhia Siderúrgica Nacional, onde foram executadas proteções contra incêndio tendo por base normas e recomendações americanas, nunca se pensou em segurança contra incêndio.

No mundo desenvolvido, Estados Unidos, Canadá, Japão e na Europa, no entanto, seja em estruturas de concreto, seja nas metálicas, a preocupação com a segurança contra incêndio se fez presente há muitas décadas. Em 1950, a revista “L’ossature Metalique” já publicava um artigo sobre “As construções metálicas e a sobrecarga de incêndio”. E em 1953, a mesma revista publicou longo artigo onde se referia a que “tradicionalmente se protege as estruturas metálicas por envolvimento em concreto” e divulgava o uso, na época, de proteções à base de gesso e vermiculita.

No Brasil somente em dezembro de 1993, aparece alguma coisa relativa à preocupação com a segurança contra incêndio.
O Decreto n.º 38.069/93 apresentava as exigências mínimas de segurança contra incêndio e se referia a providências correlatas.
O projeto de lei complementar n.º 68 de 1993 trata do “Código estadual de proteção contra incêndio e emergências”. Nota-se que a lei atinge apenas o Estado de São Paulo. No resto do Brasil a omissão continua.

O objetivo do referido decreto era proporcionar “nível adequado de segurança aos ocupantes de uma edificação em casos de incêndios, bem como minimizar as possibilidades de propagação do fogo para prédios vizinhos, diminuir os danos e facilitar ações de socorro público”.

Nota-se que a lei é geral, sem referência específica a qualquer sistema construtivo, de concreto ou metálico.
A lei no seu final especifica que “os procedimentos administrativos serão regulados por meio de instruções técnicas emanadas pelo comando do Corpo de Bombeiros”.

Em 30/12/1994 foi publicada a instrução técnica CB-02-33/94 “exigências para edifícios com estruturas metálicas” que passou a vigorar a partir de 01/02/1995.

Essa instrução, foi específica para estruturas metálicas, não abrangendo ou se referindo a concreto armado ou outro material de sistemas construtivos.

A referida instrução técnica obrigava revestimentos das peças de aço com materiais que retardassem o aquecimento das mesmas de forma a postergar o tempo para alcançar temperaturas que pudessem comprometer a resistências.

A instrução técnica fixava períodos de tempo em que as estruturas deveriam resistir, em função da área, do número de pavimentos e do tipo de utilização do edifico.

Tão logo foi publicada e divulgada a referida instrução, a comunidade de produtores de estruturas metálicas reunidos pela sua entidade de classe ABCEM (Associação Brasileira da Construção Metálica) se manifestou contrária ao rigorismo da mesma e ao tratamento desigual face à construção em concreto, exigindo equalização de tratamento e a necessidade de ser ouvida a engenharia nacional por meio dos órgãos técnicos a serem consultados.

Considerando por outro lado a total falta de conhecimentos dos fabricantes e construtores, pois nunca havia sido focalizado nesse setor de construção metálica brasileira o aspecto da proteção contra incêndio, surgiram diversas discussões, polêmicas e contestações.

Algumas entidades como o CDHU sentindo-se prejudicada com o custo elevado que atingiria a construção de um conjunto residencial em Cubatão, solicitou interferência do Instituto de Engenharia junto ao Corpo de Bombeiros.

O Instituto juntamente com outras entidades de classes (ABCEM – CREA – IPT – ABNT e outras) participou de diversas reuniões com o corpo de bombeiros, tendo sido criado um grupo de trabalhos liderado pela ABCEM para apresentar um substituto das instruções técnicas, então vigentes.

Em maio de 1995 a diretoria da ABCEM encaminhou ao comando do Corpo de Bombeiros, um ofício apresentando uma proposta de modificação da instrução, bem como pedindo o enquadramento de outros sistemas construtivos nas exigências da instrução e considerando que a instrução revisada passasse a vigorar a partir de 31/12/1995, podendo ser revisada anualmente.

Nessa proposta apresentava tabela de tempos de resistência para os elementos estruturais de edifícios em aço – concreto e madeira (lembrando que a instrução emitida pelo Corpo de Bombeiros era específica apenas para aço, e portanto discriminativa).

Em meados de junho de 1995, assinado pelas entidades de classe ABCEM – ABECE – ABENC – ASBEA – CREA – FAU/USP – IAB – IDEA – IE – SEESP e Sinduscon/SP foi apresentado ofício ao comandante do Corpo de Bombeiros insistindo em que a instrução técnica vigente desde 01/02/1995 fosse modificada e adaptada às realidades brasileiras e alertando do prejuízo que o setor de construções metálicas sofreria pela discriminação das exigências apenas para obras com aço.

Com data de 28/07/1995 o Corpo de Bombeiros contesta a proposta de modificação apresentada pela ABCEM e tendo recebido outras sugestões, se propõe a fazer estudos para apresentar a primeira revisão, levando em conta todas as proposições apresentadas a serem estudadas.

O Corpo de Bombeiros publicou no diário oficial em 30/12/1994 a revisão da instrução sob n.º CB-04-33/95. Por carta da ABCEM de 17/10/95 exteriorizava-se que apesar de atender parcialmente as reivindicações ainda ficava longe de atender o reivindicado.

Por ofício de 25/10/1995 a ABCEM, expondo motivos, solicita a suspensão da vigência da instrução CB-02-33/94 e contesta a mesma, sugerindo que uma comissão de estudos da ABNT passe a elaborar um texto base para a norma brasileira específica.

Ainda em 1995 é criada a Comissão de Estudos CE-24:301-06 da ABNT para esse propósito.

Em 13/12/1995 o Corpo de Bombeiros encaminha às diversas entidades de classe, texto com proposta de revisão da IT, agora não mais se referindo especificamente à construções metálicas e sim a “Elementos estruturais e materiais construtivos” (portanto não mais aparentemente discriminativa).
Esse texto nunca foi oficializado.

Em 26/01/1996 a ABCEM comentando a revisão apresentada pelo corpo de bombeiros, a qual ameniza as instruções anteriores, ainda apresenta algumas contestações.

O assunto foi tomando corpo, passando a ser discutido e abordado por muitos interessados. Em Junho de 1996 o Corpo de Bombeiros comunica a realização de um curso internacional “Resistência ao fogo das estruturas metálicas” (novamente a fixação em estruturas metálicas).

O assunto passa a se desenvolver em paralelo, de um lado o Corpo de Bombeiros e de outro a ABCEM e a ABNT. A CE-242.301-06 da ABNT, realiza diversas reuniões para estudo e criação da norma brasileira de proteção contra fogo.

Em março de 1998 o professor Valdir Pignatta e Silva da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, assume a coordenação da comissão, em substituição ao engenheiro Márcio Guimarães, diretor executivo da ABCEM.

Nesse mesmo mês é apresentado o texto básico da norma “Dimensionamento de estruturas de aço de edifícios em situação de incêndio” e em setembro de 1998, o texto básico da norma “Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações”.

Finalmente, após mais de 5 anos de reuniões, discussões e estudos, em Junho de 1999 e Janeiro de 2000, respectivamente, são publicadas as Normas:

  NBR 14323 – Dimensionamento de estruturas de aço de edifícios em situação de incêndio – procedimentos

  NBR 14432 – Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edifícios – procedimentos

Não obstante, em 05/10/1998, o Corpo de Bombeiros publica e envia às entidades interessadas, o projeto de revisão da instrução técnica CB 002-33/94, sob título Revisão IT 002/33/98 CB, pedindo pronunciamento até 10/11/98 (cerca de 30 dias).

Essa nova Instrução Técnica de 1999, válida para edifícios construídos por qualquer material estrutural, avançou substancialmente em relação à primeira de 1994, tornando-a mais adequada aos reais problemas brasileiros.

Em 2001, o Decreto-Lei, antes mencionado, foi revisado e está para ser publicada a última revisão da Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros, referente à segurança estrutural em situação de incêndio. Essa nova IT será bastante semelhante à NBR 14432:1999.

A realidade atual, sob o ponto de vista regulamentar, é que para o Estado de São Paulo, apesar da existência da NBR, vale a Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros.

Para o Brasil, vale a NBR 14432.

Algumas informações resumidas sobre os sistemas de proteção de estruturas metálicas contra incêndio

A)Exemplo ilustrativo-Um caso em 1984

Um edifício nos Estados Unidos, em Los Angeles, o First Interstate, após 14 anos de sua construção, sofreu o maior incêndio da história da Califórnia, ocasionado em edifícios altos, e permanece absolutamente íntegro.

O edifício tem 42 andares e sofreu um incêndio de gravíssimas proporções no 12º pavimento, o qual se propagou até o 16º andar, atingindo temperaturas de 1.100º C.

Tudo foi desintegrado, todos os móveis e instalações. Apenas as estruturas metálicas, devidamente protegidas, ficaram resistentes e impediram que o prédio ruísse, o que podia acontecer, se não fosse a proteção existente contra fogo. Nenhuma peça foi substituída e a quase totalidade do material do revestimento protetor continuava aderida à estrutura. Revestimento de proteção, era um produto à base de gesso de baixa densidade e de cimento de média densidade (dados obtidos de uma publicação da empresa “Grace”).

B)Produtos e sistemas utilizados na proteção contra fogo

  Produtos em placas à base de gesso de baixa densidade, ou com fibras projetados e aplicadas com spray – utilizados em áreas internas.

  Produtos à base de cimento de média densidade, utilizado em áreas úmidas, com acabamento testurizado ou liso.

  Produtos à base de cimento de alta densidade, semelhante a concreto, para áreas industriais ou externas, sujeitas à intempéries e impactos. Alguns desses produtos são também úteis na redução de ruídos.

  Produtos à base de lã de rocha vulcânica, de várias densidades e espessuras, em placas variando de 60 a 180 mm, retardando 30 a 120 minutos para ser atingida a temperatura crítica, sendo quimicamente neutra, não oxida. Resiste a temperaturas de até 750º C. Não absorve água e não apodrece, nem é atacado por bactérias, insetos ou roedores. Fácil manuseio e corte.

  Spray intumescente, aplicado na obra em camadas de 10 a 20 mm de aparência rugosa.

  Tintas intumescentes, com películas finas e lisas que envolvem o aço, podendo ser aplicada com pincel ou pulverização. Com o aquecimento, a película aumenta de espessura, criando camada isolante com resistência de até 2 horas para atingir 500º C.

C)Vantagens e desvantagens dos produtos e sistemas

  1)Argamassas de verniculite

1.1) lado positivo: menor preço de matéria prima

1.2)lado negativo: – necessidade de telas soldadas para a aderência

  necessidade de 30 dias para secagem

  dificuldade na pintura

  operação demorada, com muita sujeira e mão de obra onerosa

  higroscópica, não pode ser molhada, pois a umidade afeta as telas tornando necessário o revestimento impermeabilizante. Normalmente surgem trincas.

  não existem tabelas de determinação de espessuras. Em geral é feita com espessuras exageradas.

  2)Mantas ou placas

2.1) lado positivo: – econômica para superfícies planas (tetos, paredes, etc.). Existem tabelas de cálculo de espessuras em função do tempo e do “coeficiente de forma”.

2.2) lado negativo: – necessita pinos soldados na estrutura, para fixação das placas

  aplicação lenta

  pode necessitar revestimento complementar de placas rígidas para proteção

  espessuras de 20 a 50 mm

3)Tintas intumescentes

3.1) lado positivo: -fácil aplicação com rolos, pincéis ou spray

  compatível com pinturas “primers”, com secagem rápida e de aplicação rápida e limpa

  existem tabelas para cálculo de espessuras, às quais costumam ser pequenas, em geral menos que 2 mm

  permite aspecto harmonioso, sem alteração de visual de estrutura, muito usada no caso de estruturas aparentes

3.2) lado negativo: – preços mais elevados

4)Alvenarias de tijolos:

4.1) lado positivo: – economia de materiais

4.2) lado negativo: – lentidão, sujeira

  aumento de volumes

  aumento da carga permanente da obra

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Bombeiros no Tempo

In bombeiro, Combate a incêndios, tecnologia, prevenção de incêndios, ciência do fogo, documentos, apostilas. on 04/09/2009 at 18:01

PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

In bombeiro, Combate a incêndios, tecnologia, prevenção de incêndios, ciência do fogo, documentos, apostilas., corpo humano on 04/08/2009 at 10:32

INTRODUÇÃO


Nas muitas atividades de trabalho existem inúmeros e minúsculos contaminantes que ficam suspensos no ar.

O ar que respiramos é composto de aproximadamente 21% de oxigênio, 78% de nitrogênio e 1% de outros gases. Nesta combinação, estes gases mantêm a vida. Sua saúde depende do ar puro que você respira, porém quando outras substâncias estão presentes, você está sujeito a irritações, indisposições, problemas de saúde e até mesmo a morte.

Os riscos em um ambiente de trabalho, muitas vezes, não são percebidos

Qual o papel da empresa? Sua empresa deverá inspecionar regularmente os locais de trabalho para identificar e avaliar a natureza dos riscos que podem estar presentes. Também proporcionar aos seus funcionários a proteção respratória adequada, bem como informações e treinamento, sobre o uso correto dos equipamentos.

Você também desempenha um importante papel. Depois de selecionar o respirador apropriado deve utilizá-lo sempre que estiver em uma área qyue necessite de proteção respiratória. Para sua própria segurança, verifique se o seu respirador está se ajustando bem ao rosto e se é necessário algum reparo.

Também deve comunicar à sua supervisão se houver problemas com o equipamento ou se você tem alguma enfermidade como asma, alergias ou pressão arterial elevada, que o impeça de usar um respirador.

Você e sua empresa podem trabalhar juntos para proteger a saúde dos trabalhadores em situação perigosa.


CONHECENDO OS RISCOS


É importante conhecer os possíveis riscos que podem afetar a sua saúde. Simplesmente porque o ar parece puro, não significa que não existem riscos, muitas das vezes eles não são visíveis e nem têm cheiro.

Se você conhecer a existência dos perigos, poderá proteger-se deles.

De forma geral, as atividades de trabalho podem apresentar as seguintes situações de risco ao sistema respiratório:

Poeiras, fumos e névoas

São pequenas partículas que permanecem suspensas no ar, podendo serem facilmente inaladas

As poeiras são formadas quando um material sólido é quebrado, moído ou triturado. Quanto menor a partícula, mais tempo ela ficará suspensa no ar, sendo maior a chance de ser inalada. Ex: minério, madeira, poeiras de grãos, amianto, sílica, etc.

Os fumos ocorrem quando um metal ou plástico é fundido (aquecido), vaporizado e resfriado rapidamente, formando partículas muito finas que ficam suspensas no ar. Ex: soldagem, fundição, extrusão de plásticos, etc.

As névoas são encontradas quando líquidos são pulverizados, como operação em pinturas. São formadas normalmente quando há geração de spray.

Gases e Vapores

São substâncias que têm a mesma forma do ar, por isso se misturam perfeitamente a ele, e passam pelos pulmões, atingindo a corrente sangüínea, através da qual chegam a todos os órgãos do corpo humano, como cérebro, rins, fígado, etc.

Os gases são substâncias não líquidas ou sólidas nas condições normais de temperatura e pressão, tais como oxigênio, nitrogênio, gás carbônico, etc.

Os vapores ocorrem através da evaporação de líquidos ou sólidos, geralmente são caracterizados pelos odores (cheiro), tais como gasolina, querosene, solvente de tintas, etc.

Deficiência de Oxigênio

Um ar limpo é composto, normalmente por 21% de oxigênio, 78% de nitrogênio e 1% de outros gases. Uma pessoa em repouso respira de 20 a 30 litros de ar por minuto. Quando está realizando algum trabalho ou fazendo exercícios físicos, o consumo de ar aumenta para 30 a 40 litros por minuto. A deficiência de oxigênio pode ocorrer em locais fechados, onde a porcentagem de oxigênio é muito baixa. Deve-se normalmente a uma reação química, um processo de combustão (um incêndio), à presença de um gás que desloca o oxigênio ou o consumo do oxigênio do ar por microorganismos.

Temperaturas extremas

Um ar muito quente ou muito frio também pode ser perigoso, dependendo da temperatura e do tempo que uma pessoa está exposta ao ambiente.


EFEITO DOS CONTAMINANTES À SAÚDE


Sistema Respiratório

Um fantástico mecanismo natural a nosso serviço. Sua finalidade é absorver o oxigênio do ar e transferi-lo para o sangue. Durante a respiração, o ar penetra pelo nariz ou boca, e através da traquéia atinge os pulmões. Nos pulmões, o ar ainda passa por pequenos tubos (bronquíolos), até chegar aos alvéolos, onde o oxigênio é transferido para a corrente sangüínea. Nesta fase do processo, os alvéolos trocam o oxigênio pelo gás carbônico do sangue (que é o gás residual não aproveitado pelos órgãos do corpo) e o transfere para ser expirado. O oxigênio é então distribuído pelo sangue por todos os órgãos do corpo humano, os quais realizarão suas funções distintas. Como podemos ver, o sistema respiratório é de fundamental importância para a realização do milagre da vida. Alguns contaminantes provocam reações imediatas no organismo como tosse, tonturas, dores de cabeça, espirros ou falta de ar. Existem porém, doenças provocadas por certos ar, que só são descobertas após vários anos de exposição.

Defesas naturais do organismo

O corpo humano tem um incrível sistema respiratório que leva o ar contendo oxigênio para os pulmões. Para que possamos respirar um ar limpo e normal, as defesas do nosso organismo agem como purificadores de ar.

Pêlos: os pêlos do nariz servem para segurar e prender as partículas maiores que inalamos juntos com o ar.

Cílios: os cílios são pequenos pêlos, que auxiliam no trabalho de purificação do ar. Pulsando 10 a 12 vezes por segundo, eles movimentam as partículas que possam ter passado pelo nariz, de modo que seja possível expectorá-las.

Muco: as vias respiratórias possuem uma substância líquida chamada muco, que serve, juntamente com os cílios, para arrastar essas p.+0,

partículas até a garganta. A tosse é um reflexo do corpo que expulsa e joga fora essas partículas.

Doenças

Apesar das defesas naturais, alguns contaminantes conseguem penetrar profundamente no sistema respiratório e causar algumas doenças, como as pneumoconioses. Veja abaixo alguns exemplos de pneumoconioses:

Silicose – é causada por partículas da sílica, muito comum nas indústrias cerâmicas, minerações, pedreiras e metalúrgicas, provocando uma redução na capacidade respiratória.

Abestose – é causada pelas fibras do abesto (amianto), provocando redução na capacidade de transferência de oxigênio para o sangue, além de câncer.

Antracose – também conhecida como “doença do pulmão preto” ou “doença dos mineiros”. É causada pela inalação de partículas de carvão mineral.

Bissinose – é causada principalmente pelas partículas de algodão, comum nas indústrias têxteis. Provocam redução na capacidade respiratória, febre e tosses freqüentes.

Pulmão dos fazendeiros – é provocada pala inalação de partículas dos cereais (sementes), madeiras ou fenos. Causam um tipo de cicratização nos pulmões, febre, calafrios, tosse, dores musculares e redução na capacidade de respiração.

Doenças mais comuns – bronquites, resfriados crônicos, alergias e sinusites são também provocadas pela inalação de contaminantes.


COMO SE PROTEGER DOS CONTAMINANTES


Uma das formas de proteger o trabalhador contra a inalação de contaminantes atmosféricos é através do uso de Equipamento de proteção Respiratória (EPR).

Estes equipamentos, popularmente conhecidos como respiradores (máscaras), são constituídos por uma peça que cobre, no mínimo, a boca e o nariz, através da qual o ar chega à zona respiratória do usuário, passando por um filtro ou sendo suprido por uma fonte de ar limpa.

Os respiradores filtrantes são geralmente compostos de várias camadas de filtros, que retém certos contaminantes suspensos no ambiente de trabalho.


SELECIONANDO O RESPIRADOR ADEQUADO


Existem basicamente, duas classes de respiradores: os que filtram o ar do ambiente local são chamados de purificadores de ar; e os respiradores que recebem o ar de uma fonte externa ao ambiente de trabalho, os de ar mandado (ou linha de ar comprimido) e a máscara autônoma.

Ainda, os respiradores podem ser: peça semifacial ou peça facial inteira. Na classe de respiradores de ar, temos:

Respiradores semifaciais sem manutenção

Estes respiradores auto-filtrantes podem ser destinados à proteção contra a inalação de partículas, gases ou vapores, dependendo do tipo de contaminante e filtros existentes. Se este contaminante é uma partícula, será necessário um filtro mecânico. Para os gases e vapores será um filtro químico, composto de carvão ativado ou outro adsorvente.

Estes respiradores cobrem o nariz e a boca, e como qualquer outro respirador, devem ser ajustados e usados corretamente, sendo necessários trocá-los sempre que estiverem saturados ou deformados, não precisando de reparos ou trocas de peças.

Respiradores semifaciais reutilizáveis (purificadores de ar)

Como o nome diz estes respiradores semifaciais cobrem a região do nariz e da boca. Normalmente são compostos por uma peça feita de borracha, silicone ou outro elastômero e a purificação do ar é feita através da colocação de filtros e ou cartuchos para partículas, gases ou vapores; que deverão ser trocados sempre que estiverem saturados; isto é, quando a pessoa estiver sentindo ou gosto do contaminante.

Para que haja proteção contra os contaminantes é muito importante que se utilize o filtro correto para cada situação.

Além disso, nunca se esqueça de ajustar o respirador no rosto e examiná-lo, verificando se está em perfeito estado de uso.

Respiradores de peça facial inteira (purificadores de ar)

Os respiradores peça facial inteira protegem além do sistema respiratório, também os olhos. Além disso, são recomendados para ambientes com concentrações mais altas de contaminantes do que as peças semifaciais.

Podem ser utilizados com filtros para eliminar poeiras, fumos, névoas, gases ou vapores de ar.

Se compararmos, quando utilizamos um respirador tipo peça semifacial podemos reduzir em 10 vezes a concentração do contaminante no ambiente; já se usarmos a peça facial inteira podemos obter no mesmo ambiente uma redução de 100 vezes a concentração do contaminante.

Esta diferença deve-se ao fato de que o respirador facial inteiro envolve todo o rosto permitindo uma melhor vedação. Estes respiradores vedam a região da testa, uma superfície mais plana, se comparada ao nariz.

Respiradores com suprimento de ar

Os equipamentos de suprimento levam o ar através de uma traquéia plástica para dentro do respirador.

Este ar pode estar sendo enviado por um ar comprimido ou um conjunto de cilindros de ar comprimido (linha de ar comprimido); ou no caso das máscaras autônomas de ar é armazenado em um cilindro, sob alta pressão dando maior mobilidade ao usuário.

A autonomia de ar destes equipamentos é de normalmente de 30 a 60 minutos, dependendo da atividade que será realizada e das dimensões e pressão do cilindro.

Certos tipos de respiradores com suprimento de ar protegem contra deficiência de oxigênio, concentrações muito elevadas de poeiras, fumos, névoas, gases e vapores, onde os respiradores purificadores de ar não podem ser utilizados.


COMO IDENTIFICAR UM BOM RESPIRADOR


Para que o respirador seja adequado e garanta uma eficiente proteção respiratória, devemos considerar as seguintes características:

Eficiência do filtro – A qualidade do elemento filtrante é muito importante para a adequada proteção respiratória. É muito importante que se faça a escolha do filtro apropriado para cada situação e contaminante.

Vedação – Um respirador que não se ajusta bem à face não dará uma boa vedação, e não estará protegendo o usuário, uma vez que os contaminantes entrarão pelas deficiências de vedação.

Tempo de uso – Após ter sido selecionado, com base nos riscos existentes no ambiente de trabalho, o respirador deve ser usado por todo o tempo em que você permanecer no ambiente contaminado. A exposição a estes ambientes, mesmo que por curtos períodos pode causar doenças ocupacionais ou até mesmo a morte.


COMO COLOCAR ADEQUADAMENTE UM RESPIRADOR


Sem manutenção

1. Leve o respirador ao rosto, apoiando-o inicialmente no queixo e depois cobrindo a boca e o nariz. Puxe o elástico superior, ajustando-o bem, acima das orelhas. depois faça o mesmo com o elástico de baixo, passando-o pela cabeça e ajustando-o na nuca.

2. Com dois dedos de cada mão pressione a peça de alumínio de forma a moldá-la ao seu formato de nariz.

3. Para verificar o ajuste, coloque as mãos na frente do respirador cobrindo toda sua superfície e inale. O ar não deve passar pelas laterais.

De borracha, silicone ou elastômero

1. Coloque o respirador no rosto e posicione o elástico superior sobre a cabeça. Encaixe os elásticos inferiores (de baixo) ligando as presilhas atrás do pescoço.

2. Puxe as extremidades dos elásticos superiores, e depois os inferiores, para fazer o ajuste do respirador ao rosto.

3. Verificação de vedação com pressão positiva: Coloque a palma da mão sobre a válvula de exalação e assopre suavemente várias vezes. A peça facial deverá se expandir suavemente sem ocorrer vazamento.

4. Teste de pressão negativa: Coloque as mãos sobre os cartuchos e/ou filtros e inale profundamente várias vezes. A peça facial deverá comprimir levemente contra o rosto sem ocorrer vazamento.


CUIDADOS COM O RESPIRADOR


Para que o respirador possa ter um bom tempo de duração e conservação, são necessários alguns cuidados do usuário. Antes de entrar em uma área contaminada, verifique se o respirador não está danificado.

No caso de respiradores com filtros recambiáveis, lave o respirador em água corrente com detergente neutro, como indicam as instruções; retirando as peças se necessário. Caso os filtros e cartuchos estiverem saturados troque-os por novos. Não suje nem danifique a parte interna do respirador, que ficará em contato com a região da boca e do nariz. Se estiver que manusear seu respirador com as mãos sujas, pegue-o pela parte externa. Não o deixe sobre equipamentos ou lugares sujeitos a poeiras ou contaminantes.

Ao fim do trabalho ou nos intervalos de descanso, guarde o respirador em um saco plástico e coloque-o em lugar apropriado (gaveta, armário, etc.). Se sentir dificuldade na respiração, cheiro ou gosto do produto que está trabalhando, pode ser que esteja na hora de trocar de respirador (respiradores sem manutenção) por um novo, ou substituir os filtros (respiradores com manutenção).

A barba impede o ajuste e vedação adequados do respirador, facilitando a passagem dos contaminantes. Por isso pessoas com barba não devem usar respiradores que necessitem vedação facial.

Em caso de dúvida ou pra informação adicional, procure o responsável pela segurança de sua empresa.

O conteúdo desta página foi retirado da “Cartilha de Proteção Respiratória” da Empresa 3M.

Robô brasileiro usado no combate a incêndios é destaque na Semana de Ciência e Tecnologia

In bombeiro, calor, chama, Combate a incêndios, tecnologia, prevenção de incêndios, ciência do fogo, documentos, apostilas., extintor, incêndio, temperatura on 21/06/2009 at 11:37

Com um jato que alcança até 60 metros de distância, em linha reta, e 15 metros de altura, o que equivale a um prédio de quatro andares, o robô utiliza água e espuma no combate ao fogo.

Da Redação

Brasilia – O robô Saci, usado no combate a incêndios em áreas que os bombeiros não podem alcançar, é apresentado na Feira de Ciência e Tecnologia, na Esplanada dos Ministérios.
Brasília – Um robô inventado pelo engenheiro eletrônico brasileiro, Roberto Lins de Macedo, é o novo equipamento utilizado no combate a incêndios. Ele está sendo apresentado na Semana de Ciência e Tecnologia, que acontece na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Em todo o continente americano, apenas a cidade de Fortaleza, conta com a máquina, que recebeu o nome de Saci. Mais duas unidades do robô, fabricadas com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, estão sendo construídas. Uma será exportada para Chicago, nos Estados Unidos, e a outra será destinada ao Corpo de Bombeiros no Ceará.

Segurança e agilidade são algumas das características do robô Saci, que demonstrou suas habilidades hoje (20), na Esplanada dos Ministérios.

Com a aparência de um tanque de guerra, menos de 2 metros de comprimento, 1,5 m de altura e pesando uma tonelada, Saci é o menor robô do mundo utilizado no combate a incêndios. Construído com tecnologia nacional, o “baixinho” destaca-se pelo desempenho. É o único modelo no mundo com um canhão d’água que gira 360°.

Construído em 2004, como trabalho final do curso de Engenharia Eletrônica, da Universidade de Fortaleza, pelo então aluno Roberto Lins de Macedo, o robô impressionou a todos. Em 2005, Saci ganhou os três maiores prêmios de tecnologia do Brasil: da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Petrobras.

Com um jato que alcança até 60 metros de distância, em linha reta, e 15 metros de altura, o que equivale a um prédio de quatro andares, o robô utiliza água e espuma no combate ao fogo, reduzindo o tempo que os bombeiros levariam para apagar um incêndio.

Segundo Macedo, as vantagens do robô brasileiro estão no tamanho, na agilidade e no preço, se comparados ao modelo chinês, por exemplo. “Ele é o menor do mundo e o mais barato do mundo. O modelo chinês custa R$ 700 mil, o Saci custa R$ 200 mil. Ele pode andar em qualquer terreno, o que garante agilidade no combate aos incêndios”, afirmou Macedo.

Além da rapidez no combate ao fogo, Saci oferece segurança aos bombeiros. O robô pode ser operado a uma distância de até 180 metros, explicou o engenheiro. “O bombeiro fica a uma distância mínima de 120 metros e o Saci pode ir avançando até o foco do incêndio, e não tem problema de chegar perto das chamas, pois ele agüenta”, garantiu Macedo.

O invento foi patenteado pelo engenheiro em 2004.

As informações são da Agência Brasil.

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